sexta-feira, 13 de abril de 2012

CÂMARA MOBILIZA COMUNIDADE ACADÊMICA CONTRA O CRACK

Cento e cinquenta alunos lotaram o auditório da FSG




Foto: Fábio Rausch

A mobilização da Câmara Municipal de Caxias do Sul, no combate ao crack e suas mazelas, ganhou mais força na manhã desta sexta-feira (13/04), no auditório da Faculdade Serra Gaúcha (FSG). Cento e cinquenta alunos lotaram o espaço, que sediou audiência pública conjunta das comissões de Direitos Humanos, Cidadania e Segurança; de Saúde e Meio Ambiente; e de Educação, Ciência e Tecnologia, Cultura, Desporto e Turismo da Casa. Os debatedores apontaram para a necessidade de intensificar ações preventivas envolvendo as famílias. O presidente da Comissão de Direitos Humanos, vereador Renato Nunes/PRB, coordenou os trabalhos.


O comandante do 12º Batalhão da Polícia Militar de Caxias do Sul, major Jorge Émerson Ribas, abriu as conversas traçando um panorama da cidade. Comentou que já foram mapeados 19 locais de tráfico de crack. Disse que, até momento, em 2012, ocorreram 150 ações de apreensão de dez quilos de drogas, com 253 pessoas presas e 17 armas de fogo recolhidas.


O consultor em dependência química, Dilon Borges de Oliveira Neto, relatou a sua experiência na condução da Pastoral de Apoio ao Toxicômano Nova Aurora. Alertou que o vício, incluindo o álcool, resulta de componentes genéticos. Contou que, em mais de 20 anos de atividade, o grupo trabalha pela reinserção de dependentes e familiares, por meio da espiritualidade e da disciplina. Relatou que medidas preventivas são feitas junto a empresas e famílias. A pastoral realiza cerca de mil atendimentos por mês e possui 28 pacientes internados.


O diretor-geral da Secretaria Municipal da Segurança Pública e Proteção Social, José Francisco Barden da Rosa, informou que os centros de atendimento a dependentes químicos já superaram a marca de seis mil prontuários. Referiu que, em 2011, houve 700 prisões em flagrante. Disse, ainda, que a prevenção inclui banco de imagens. Lamentou, porém, que a margem de recuperação do vício do crack seja de 20% contra o patamar de 60% a 70% de outras drogas.


Presidente da Comissão de Educação, o vereador Edson da Rosa/PMDB afirmou que a instrução preventiva tem que envolver toda a família. Para ele, o problema deve ser combatido na origem. Citou, por exemplo, a necessidade de revisão do Código Penal.


Enquanto isso, a vereadora Ana Corso/PT sugeriu maior atenção das políticas públicas a centros de convivência, como bibliotecas, e o incentivo ao esporte e à cultura. A petista apontou para medidas de ressocialização que, a seu ver, podem passar por agricultura familiar, cursos profissionalizantes, linhas de crédito. Conforme o presidente da Comissão de Saúde, vereador Renato Oliveira/PCdoB, a dependência do crack merece tratamento de saúde pública.


Os vereadores Denise Pessôa/PT e Mauro Pereira/PMDB também prestigiaram a audiência.


13/04/2012 15:16

Assessoria de Comunicação
Câmara de Vereadores

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